Perfil do solo: produtividade no campo, ganho para o meio ambiente



O perfil do solo precisa cada vez mais ser avaliado pelo produtor rural. A partir desse processo, pode-se estabelecer a construção e a manutenção de um solo que amplie os resultados para os negócios e para o meio ambiente. 

O tema foi um dos itens discutidos no último Enacal, o encontro de produtores de calcário agrícola, no ano passado, em Porto Alegre. Ele ganha força na medida em que avaliações feitas por órgãos especializados apontam a acidez do solo como um dos entraves para melhores resultados no agronegócio. 

O problema está em grande parte das áreas cultivadas no Brasil. No Rio Grande do Sul, estudo da Cooperativa Central Gaúcha Limitada (CCGL) apontou que 42% das lavouras pesquisadas apresentavam alta ou muita acidez. O estudo coordenado pelo especialista e professor Jackson Fiorin envolveu 114 mil análises de solo feitas por mais de 13 mil agricultores em 256 municípios do estado. 

"Temos difundido a visão de que o agricultor, ao aplicar corretivos como o calcário, amplia resultados sem precisar de novas áreas plantadas", afirmou o presidente da Abracal, Oscar Alberto Raabe. Quase 40% das propriedades gaúchas pesquisadas necessitam aplicar mais de 5 toneladas de calcário por hectare. 

A correção ajuda na preservação. A oferta de água é ampliada, segundo explicou no encontro Pedro Luiz de Freitas, pesquisador da Embrapa Solos. 

Reveja a entrevista de Freitas ao site da Abracal – clique aqui.
Fonte: Assessoria de Imprensa - Abracal

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